De sonhos que me põem em terras passadas,
em berços de beijos suados,
de portas e quartos cerrados,
com cada mulher amada.
Quando a noite é longa demais
para reviver o dia passado,
deita a febre e aproveita
a lembrança refeita,
o tempo em que fui amado.
domingo, 13 de junho de 2010
sábado, 5 de junho de 2010
Último romance
Amanhece um sonho que mal vi passar.
Chegou, fitou, deitou, partiu.
Foi como quem faz a hora, sorrindo com os olhos e dobrando a esquina.
Partiu, deitou, fitou, dormiu.
Foi como quem faz a hora, sorrindo com os olhos e dobrando a esquina.
Partiu, deitou, fitou, dormiu.
Amanhece o pássaro que desconhece a dor, o relógio, o ouro que perdeu valor.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
É tarde
Se a noite cai, o sorriso sai, vai e me traz um beijo roubado, um sonho atrasado.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Um fato a três
Rio enquanto finjo
que seu abraço é só meu.
Acordo de lado, calado,
doído mas volto a fingir.
que seu abraço é só meu.
Acordo de lado, calado,
doído mas volto a fingir.
domingo, 2 de maio de 2010
Me amansa
o escalpo com jeito de mãe. Não nego cheiro, gostinho, cochicho. Contanto que o fato me escape, que me fuja até o raiar, não vejo por que parar.
terça-feira, 20 de abril de 2010
Open fire
Vaga-legume, vaga-capa, gosdileite, Rony have came.
Stay togheter, don't forget our kids.
Chave para abrir piadas: caverninha bip-bip, capa-absurdum.
Stay togheter, don't forget our kids.
Chave para abrir piadas: caverninha bip-bip, capa-absurdum.
quinta-feira, 25 de março de 2010
Com calma, amigo
Não finjo primavera. Tardes de sono repartem o dia, a calma, a saída. Sua cara fechada desbota a esquina, e o estalo abafado me irrita, meu coração palpita.
De raiva me escorreu suor pelos olhos. Noites que deitam prosa, desvio e evasão. Seu corpo irritado se deita ao lado, e o meu se reparte, o orgulho me invade.
De raiva me escorreu suor pelos olhos. Noites que deitam prosa, desvio e evasão. Seu corpo irritado se deita ao lado, e o meu se reparte, o orgulho me invade.
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