sábado, 20 de março de 2010
"Só levo a saudade, morena
que é tudo o que vale a pena..."
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Chave-mestra
Instantes solto, calado, como um grão que espera o mar.
Que espera um aconchego, um empurrão, uma mão que acompanha.
Caminha comigo, me mostra os passos, solta o cabelo.
Sente a brisa que corre pela fechadura: foi Deus quem soprou.
Que espera um aconchego, um empurrão, uma mão que acompanha.
Caminha comigo, me mostra os passos, solta o cabelo.
Sente a brisa que corre pela fechadura: foi Deus quem soprou.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Cacos e ladrilhos
Prefiro lentamente, a voz suave, os passos alinhados.
Mas aí vem o carnaval, agita o coração, irrompe o grito e desalinha o caminho.
Prefiro quieto, a pessoa querida, o assunto otimista;
pois de lá o cenário é previsível, audível e, quando confuso, superável.
— Deita na rede, descansa os pés, abraça o sossego.
Mas aí vem o carnaval, agita o coração, irrompe o grito e desalinha o caminho.
Prefiro quieto, a pessoa querida, o assunto otimista;
pois de lá o cenário é previsível, audível e, quando confuso, superável.
— Deita na rede, descansa os pés, abraça o sossego.
domingo, 20 de dezembro de 2009
Do diário de amanhã
Acordei animado, tive aula de pintura e comprei um aquário — sempre gostei de peixes. Tomei minha vitamina de açaí, fiz uma laranjada e descasquei mandioca. Mamãe e papai vieram do sítio.
Terminei de escrever um texto para o jornal da cidade. Fui sondar em que pé estava a reforma do meu consultório. Se os negócios continuarem bem, logo comprarei meu apartamento.
Heloísa e eu corremos ao entardecer. Pairaram-nos planos atípicos para o ano vindouro. Jantamos para comemorar.
Terminei de escrever um texto para o jornal da cidade. Fui sondar em que pé estava a reforma do meu consultório. Se os negócios continuarem bem, logo comprarei meu apartamento.
Heloísa e eu corremos ao entardecer. Pairaram-nos planos atípicos para o ano vindouro. Jantamos para comemorar.
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
(...)
Procura o eterno, o derradeiro, corre como quem não alcança. Mesmo que haja, daqueles que ficam até a morte, não escapa a solidão e o receio. Não é o tempo.
Encontra aconchego, segurança e sexo. Acorda e deixa partir sem entender. Não é negligência.
Tenta escrever, perde as palavras e as chaves, a calça deixa caída e a pia, entupida. Não é caos. Caos é palavra de uma só pessoa.
Cai lento, deita na poeira, aguarda socorro.
Encontra aconchego, segurança e sexo. Acorda e deixa partir sem entender. Não é negligência.
Tenta escrever, perde as palavras e as chaves, a calça deixa caída e a pia, entupida. Não é caos. Caos é palavra de uma só pessoa.
Cai lento, deita na poeira, aguarda socorro.
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Para que a paixão não cesse
Até quando uma jarra de café trará o mesmo sabor, o mesmo tom, a mesma emoção? Até quando continuarmos a usá-la pelos mesmos meios e para os mesmos fins? Que tal lancharmos no chão, na cama, no banheiro? Que tal reinventarmos a vida a cada sol que desponta no céu?
Wish you were here
Entre vales e picos passa o corpo caído e erguido, como que dormindo e acordando, não obstante os ruídos da rua que marcam o espaço, partindo e voltando no tempo. Lembrou-se do cigarro, do banheiro público, do receio propulsor do trabalho e do sexo. Quase maníaco. Deita o álcool que cessa. Quase deprimido.
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