sexta-feira, 20 de março de 2009

Corre, tempo... corre!

"Aprender a dar foi o que ganhei."

E trouxe comigo a mão que vai me fazer lembrar que o tempo, volátil que tem sido, e mais ainda quando se abraça com Liberdade, em praça ou em se tratando do interior, o tempo não pede que a gente se apresse.

domingo, 15 de março de 2009

...

Diz que vai me fazer acostumar com a sua presença. Diz que não se importa com o meu balanço-meio-sem-jeito, todo indeciso, hesitante, que tenta imitar o seu riso.

Só não diz que minha preocupação é por coisa pouca.

quinta-feira, 12 de março de 2009

No canto da esquina


Há muito não sentia tanta pena de um mendigo. Foi que ele se parecia comigo. All Star nos pés, barba grande, cabelo liso. Tava todo encolhido; segurava uma vasilha nas mãos.

A gente se toca quando as coisas se encontram. Nem toda miséria é tolerável.

sábado, 7 de março de 2009

Do vazio para a solução

Tô me sentindo muito à parte desse mundão todo. Enquanto viajava, vendo o mato quase intocado que entornava a rodovia, pensei em como seria agradável fundir minh'alma com aquilo tudo... esquecer toda a vaidade, ganância e ignorância que convive comigo — perto e dentro de mim.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Sem precisar seguir

Não é todo dia que eu sigo a minha alegria. Cê sabe, me preocupo demais. Mas hoje nem mordi o lado de dentro das minhas bochechas. Nem quando vi o passado passar.

Acho que já estou me aconchegando nessa vida nova.

domingo, 1 de março de 2009

Já é hora

O acordar voltou a me fazer outro. Sou tantos que nem vejo o tempo passar. Mas ele não corre mais que minha vontade de tornar-me um. E como a vontade fica, é nela que me identifico.

Cansei de me mudar... de dizer que foi por causa da alergia, do barulho, do tipo de família. Quero um berço e uma mãe que me faça elogios, e quero ajudar nos afazeres do lar.

Mas tô voltando a me reencontrar no espelho. Ontem saí com o pessoal da rua. Tocamos violão e comemos sanduíche. As mesmas baladas que me rejuvenesciam.

— Amanhã serei homem de novo.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Quando

te ver em braços outros, vai sentir que estava certo sobre o que temera. Mas engana-se, decerto — é só uma brecha para que não se arrependa de tê-la deixado cair.